terça-feira, 2 de setembro de 2014

As senhoras dos pássaros da noite.

IYAMI ÓSÓRÓNGÁ


Quem realmente é Iyami Òsòròngà, será a mãe dos Orisas?
"Eleye com uma boca redonda.
Pássaro àtíòro que desce docemente.
(Eles se reúnem para beber o sangue) voa sobre o teto da casa.
(Passando da rua) colocou no mundo
(Come desde a cabeça, eles estão contentes).
(Come desde a cabeça, eles estão contentes)
colocou no mundo (Chora como uma criança mimada).
(Chora como uma criança mimada) colocou no mundo ajé.
Quando ajé veio ao mundo ela colocou no mundo três filhos.
Ela colocou no mundo "Vertigem"
Ela colocou no mundo "Troca e sorte"
Ela colocou no mundo "Esticou-se fortemente morrendo".
Ela colocou no mundo estes três filhos.
Assim eles não têm plumas.
O pássaro akó lhes deu as plumas.
Nos tempos antigos, elas dizem que elas não gratificam o mal
No filho que tem o bem.
Eu sou vosso filho tendo o bem, não me gratificai o mal.
Vento secreto da Terra.
Vento secreto do além.
Sombra longa, grande pássaro que voa em todos os lugares.
Noz de coco de quatro olhos, proprietária de vinte ramos.
Obscuridade quarenta flechas (É difícil que o dia se torne noite).
Ela se torna pássaro olongo (que) sacode a cabeça.
Ela se torna pássaro untado de osùn muito vermelho.
Ela se torna pássaro, se torna irmã caçula da árvore akòko.
(A coroa sobe na cabeça) segredo de Ìdo.
A rã se esconde em um lugar fresco.
Mata sem dividir, fama da noite.
Ela voa abertamente para entrar na cidade.
Vai à vontade, anda à vontade, anda suavemente para entrar no mercado.
(Faz as coisas de acordo com sua própria vontade).
Elegante pássaro que voa no sentido invertido de barriga para cima.
Ele tem o bico pontudo como a conta esuwu.
Ele tem as pernas como as contas sègi.
Ele come a carne das pessoas começando pela cabeça.
Ele come desde o fígado até o coração.
O grande caçador.
Ele come desde o estômago até a vesícula biliar.
Ele não dá o frango para ninguém criar, mas ele toma o carneiro para junto desta aqui."
(Verger; 1992:90)

O texto de Verger é hermético, simbólico, truncado e reticente impelindo-nos a adentrar na complexidade do universo afro-descendente brasileiro

O sistema religioso africano-brasileiro é passado de geração a geração de forma oral, pois acreditam seus sacerdotes que a palavra verbalizada possui o poder de transmitir o Axé, força contida nos ensinamento herdados de seus ancestrais.

Os sacerdotes utilizam dos oráculos de Ifá e Jogo de Búzios para conhecer os odús, signos que contêm itans: contos milenares que versam sobre a história da criação do mundo e dos Orixás - divindades que simbolizam as forças da natureza, quando da separação do mundo em Orum (mundo celeste) e Aiê (mundo material).

O texto de Verger traduz alguns destes itans relativos a Iyami Òsòròngà, cuja tradução para a língua portuguesa é "Minha Mãe" Osoronga.

Iyami Osoronga é proprietária de um pássaro chamado Aragamago e de uma cabaça segundo o odú Ìrété Ogbè. (Verger; 1992:80).

Para os religiosos africanos e afro-descendentes, a representação mais perfeita do Universo é a Cabaça: Igbadu onde estão contidos os segredos da criação do Aiê. Odùa, Odù Lógbáje ou Iya Malé é o nome que Osoronga possui quando torna-se sua proprietária: Mãe dos Orixás.

Outra máscara de Iyami é como anciã, a mulher sábia e respeitável, que pode também ser chamada de Àgbà ou Igba nla: "Aos apelos que seus filhos fizerem, ela responderá do interior da cabaça, pois ela tornou-se idosa". (Verger; 1994:67)

Iyami Osoronga é um dos Orixás mais antigos, possui o poder de fecundar, fertilizar ou esterilizar conforme seu desejo. A força de Iyami é tão poderosa e aterradora que se alguém proferir seu nome deve colocar a ponta dos dedos no chão em sinal de respeito.

1.2 HIPÓTESES

O silêncio que ronda o nome de Iyami Osoronga leva a supor:

1. Se Osoronga foi um mito matriarcal do período neolítico ­ época na qual o sistema familiar, conceito de posse e leis não eram definidos, então o pânico, terror e superstição existente entre os sacerdotes e devotos dos cultos africano e afro-descendentes poderiam ser resultantes do medo de um caos social.

2. Caso a devotas de Iyami Osoronga não pudessem cultuá-la abertamente, devido o sincretismo religioso católico-iorubano, então seria venerada sob os véus da Irmandade da Boa Morte, através da devoção a Nossa Senhora.

1.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A escassez bibliográfica sobre o tema levou-nos a encontrar Iyami Osoronga sob as qualidades dos Orixás femininos retratados por Pierre Verger na Bahia e Nigéria, nos rituais nagô sobre a morte descritos por Juana Elbein, nos rituais axexê e mitos iorubanos comentados por Prandi e nos abiku, as crianças que nascem para morrer, pesquisados por Augras aprofundando- nos no Candomblé ­ percebendo-o enquanto fator de resistência política e cultural do negro - religião de origem africana estabelecida no País.

Nina Rodrigues1 foi o pioneiro no estudo da questão negra no Brasil, estudou as diferentes etnias africanas e sua religião com "um olhar de fora": distanciado da comunidade africana e afro-descendente estabelecida no País.

Alertados por Marco Aurélio Luz percebemos seu pensamento segregacionista-científico europeu, conseqüente de sua época:

"O critério científico da inferioridade da raça negra...
Para a ciência, não é esta inferioridade mais do que um fenômeno
de ordem perfeitamente natural, produto da marcha desigual do
desenvolvimento filogenético da humanidade".



Ìrété Òwánrín

Orunmilá consulta Ifá para ir a Otá e descobrir os segredos das Eleye. O babalaô pede-lhe para fazer uma oferenda. Ele faz o sacrifício e parte para a cidade das mulheres pássaro.

Exú o vê, e notamos que possivelmente Exú estava sob a forma de um pássaro (o grifo é nosso):
"Exu (que faz o bem e o mal, que faz todas as coisas).
Exu transforma-se rapidamente,
Tornou-se então uma pessoa.
Ele vai chamar todas as àjé que estão em Ota."
(Verger; 1992:42)

E conta para as Ajé que Orunmilá possui um pássaro tão poderoso quanto o delas. As donas do pássaro estranham:

"Elas dizem, este homem tem um pássaro?"
(Verger; 1992:42)

As Iabás foram avisadas por Exú que a divindade Orunmilá possuía um pássaro, porém elas referem-se ao Orixá como homem, ressaltando a relação de gênero. Ao se dar o confronto entre ele e as Ajé, ao verem Orunmilá sentado ­ o que indica uma falta de respeito - elas praguejam:

"elas dizem que não querem retirar
seus maus olhados do corpo de Orumilá.
Elas dizem que lutaram com ele.
Elas dizem que elas estão em cólera porque
ele conhece o segredo delas.
Elas dizem, eles querem assim conhecer seu segredo.
Elas dizem, se elas pegam Orumilá, elas o matarão."
(Verger; 1992:42)

Orunmilá consulta outro babalaô, Tèmáyè, que indica-lhe um ebó4 para ficar protegido da fúria delas. As Eleye comem o ofertado e tentam novamente perseguir Orunmilá, porém não conseguem mais vê-lo. Orunmilá fala:

"... àjé não é severa, ela não pode comer ekujebu, vós de modo algum, podeis matar-me.
Ele diz, o frango òpìpì não tem asas para voar sobre a casa, elas não podem matar-me.

Isto foi o que Òrúnmilá fez naquele dia, para que elas não sejam capazes de matá-lo, quando Òrúnmilà foi a Òtà para ver o segredo delas."
(Verger; 1994:39)


O ebó que Orunmilá ofereceu faz parte das proibições para as ajés.

Resenha
Até então grandes mitos foram levantando sobre a Iyami Òsòròngà, por falta de dados que pudessem fornecer um embasamento para sua definição, contudo sabemos que ela é um orisá o mais antigo e famoso conhecido por todas as nações africanas cultuadas dentro do Brasil.
Qualquer definição que fuja deste referencial é um erro grave ao culto.
Iyami Òsòròngà é se sempre foi reverenciada pelos babalawos em seus itans e culto á Odu.

óloge óloba ikú iké obarainan

Osùn - A Magia das águas doces.

O presente tema apresenta, como personagem central, o Orixá Oxun, deusa do amor, das 
águas doces, da beleza e da feminilidade. 
Oxun teria nascido de uma concha depositada por sua mãe Yemanjá, na margens de um 
grande rio ao qual empresta o seu nome, Rio Oxun, em yorubá "Odô Oxun". 
É nos locais mais profundos deste rio, entre as localidades de Iguedé onde nasce e Leké, onde 
desemboca numa lagoa, que Oxun é originalmente cultuada, tendo o seu templo principal 
edificado nesta região, na aldeia de Oxogbo, palavra do dialeto yorubá que significa: "Oxun 
atingiu a maturidade". 
No percurso do rio, que corresponde à trajetória do próprio Orixá, Oxun assume diferentes 
características, todas ligadas à maneira de ser das mulheres, de seu caráter e atitudes, de suas 
qualidades e defeitos. 
Assim, o africano se refere à diferentes "caminhos" deste Orixá, que serão descritos de forma 
particular, sempre comparados a situações específicas do procedimento feminino. 
Temos então, Oxun Kayode, representada pela dança de Oxun, repleta de movimentos que 
denotam a sensualidade revelada na maneira de andar, de se movimentar e de proceder das 
mulheres. 
Yeye Kare representa o culto à beleza e à vaidade feminina, é descrita como "O Espírito que se 
reflete no espelho", motivo pelo qual Oxun está permanentemente se admirando na superfície 
de um espelho, do qual não se separa nunca. 
O gosto pela riqueza, pela opulência e pelo uso de jóias e adornos se revela no caminho de 
Oxun Bumi, onde a yagbá cobre-se de pulseiras, brincos e colares de ouro, metal que lhe 
pertence por direito e ao qual está ligada de todas as formas. 
Oxun Sekese representa a aparente fragilidade feminina, artifício usado para obter a proteção 
dos representantes do sexo masculino. 
Oxun Ibukola é a sedutora irresistível e representa o poder de sedução feminino. 
O espírito maternal é representado por três diferentes caminhos onde Oxun Fumike 
proporciona a possibilidade de gerar filhos, Oxun Oxogbô assiste a mulher na hora do parto, 
desempenhando aí, a função de parteira e Oxun Funke é a mestra, representando a mãe que 
orienta e ensina aos filhos as primeiras palavras e passos no seu primeiro contacto com o 
mundo e com a própria vida. 
Oxun Miwa, o Espirito das Águas Doces, está, de certa forma, ligada ao processo de gestação e 
dizem que assiste e protege o feto durante todo o período de gravidez, sendo a dona do 
líquido aminiótico. 
A inconstância do caráter feminino é representada por Oxun Akura Ibú, que se faz presente 
nos locais de encontro das águas do rio com as do mar.
A mulher guerreira, batalhadora e belicosa é representada por quatro caminhos de Oxun, nos 
quais porta sempre uma espada. Nestes caminhos a Orixá é conhecida como: Oxun Apará, 
Oxun Oke, Oxun Ipondá e Yeye Iberin, todas consideradas como guerreira poderosas. 
A mulher madura, consciente de sua graça e elegância, revestida de respeito e classe é 
representada por Oxun Ede. 
A partir daí, Oxun assume características relacionadas à mulher envelhecida, cheia de manias e 
preconceitos, ranzinza e implicante e é então representada por Oxun Ogá. 
No último caminho, vamos encontrar Oxun Abotô, considerada velha e decrépita e envolvida 
em ações misteriosas e obscuras relacionadas, talvez, à prática da feitiçaria. 
Oxun, então, assume e revela todo o poder feiticeiro da mulher. Desprovida agora de 
escrúpulos e do sentimento de piedade, contesta a pseudo superioridade do macho e cria uma 
sociedade secreta estritamente matriarcal denominada Sociedade Gueledé, onde a face 
maligna é encoberta por máscaras muitíssimo elaboradas. É Oxun Awe quem se encarrega de 
organizar esta sociedade onde o homem não tem vez, devendo, tão somente, submeter-se de 
bom grado às exigências de suas líderes. 
Oxun, reunindo em si mesma todas as diferentes manifestações anteriormente descritas, 
assume para si o absurdo poder de Yámi Ajé - a Mãe Feiticeira – e, investida deste poder, 
controla a vida e a morte, punindo ou premiando indiscriminadamente, sem senso de justiça e 
sem julgamento. 
Aí, é representada pela grande cabaça Igbadu, símbolo do ventre gerador, encimada pelo 
pássaro Oxorongá, representação do poder feiticeiro ilimitado que pode enviar aonde bem 
entender de acordo com sua conveniência. Surpreendentemente, determina que esta cabaça 
jamais seja vista ou cultuada por mulheres. 
QUALIDADES DE OXUN SEGUNDO A SANTERIA DE CUBA 
1 - IBU KOLE 
Esta Oxun nasce no Odu Ogbetura e come galinha d’angola. É aquela que cuida da casa e 
recolhe o lixo produzido dentro dela. Seu fio de contas é amarelo ouro intercalado com âmbar 
e corais. 

2 - OXUN OLOLODI 
Trata-se de uma Oxun guerreira que porta uma espada. Seu adê é adornado com búzios. 
Carrega um erukeré com o cabo adornado com contas de Orunmilá. Dentro de sua sopeira 
coloca-se areia do mar e do rio misturadas. Entre os ararás é conhecida como Atiti. 

3 - OXUN OPARA ou APARÁ. (Em Cuba: Ibu Akparo) 
Esta qualidade de Oxun nasce no Odu Owónrin Meji. 
Seu nome secreto é Iganidan. É aquela que reina sem coroa. É representada pela codorna. Vive 
na desembocadura do rio com o mar e, segundo dizem, é surda. Come codornas e, com 
Yemanjá, come duas galinhas cinzentas. 

4 - OXUN IBÚ ANAN. 
Esta Oxun é tocadora de tambor e nasce em Oturukponyekú. Seu orikí diz: Aquela que ao ouvir 
o tambor corre em sua direção. 
5 - IBU INÃNI. 
Aquela que é famosa nas disputas. Seu igbá fica sobre areia de rio. Leva um abebé de metal 
com dois guizos. Os ararás a chamam de "Tukusi" ou "Tobosi". 
6 - OXUN IJIMU OU YUMU. 
Aquela que faz inchar a barriga sem que haja gravidez. Esta Oxun é belíssima e nasce no Odu 
Ika Meji. Os ararás a chamam de "Tukusi" ou de "Tobosi". 

7 - OXUN IBU ODONKI. 
Esta Oxun vive em cima de um pilão. Ao lado de seu igbá coloca-se um cesto com material de 
costura. Seu oriki diz: O rio está crescendo e suas águas estão cheias de lixo. Entre os Ararás é 
conhecida como "Tokago". 
8 - OXUN IBÚ ODOÍ. 
Esta Oxun come inhame e, junto dela deve-se manter sempre, um inhame cru. É estreitamente 
ligada com as Iyami e possui o dom da feitiçaria. Entre os ararás é conhecida como "Fosupô". 
9 - OXUN IBU OGALE. 
Esta Oxun vive rodeada de telhas de barro É uma Oxun velha e guerreira, considerada a 
guardiã das chaves. Os ararás a chamam de "Oakerê". 
10 - OXUN IYEPONDÁ. 
A lenda conta que foi esta Oxun quem liberou Xangô do cativeiro. Segundo outra lenda, esta 
Oxun foi morta e atirada às águas de um rio, onde logrou ressuscitar. É guerreira e brigona. 
Entre os ararás é conhecida pelo nome de "Agokusi". 
11 - OXUN IBU ADESÁ. 
Esta Oxun é a dona do pavão real, animal que lhe é sacrificado. Seu nome significa: "A Coroa é 
Segura". Entre os ararás é conhecida como "Abotô". 
12 - OXUN AYEDÊ OU EYEDE. 
Seu nome significa: "Aquela que age como uma rainha". Os ararás a chamam de Iyaáde. 
13 - OXUN OKPAXE ODO. 
"Aquela que ressurgiu do rio depois de morta". É conhecida, entre os ararás, como "Totokusi". 
14 - OXUN IBUMI. 
Esta Oxun é representada pelo camarão de água doce que, por sua vez, é seu prato preferido. 
Não tem paradeiro, é caminhante e fujona. Entre os ararás é conhecida pelo mesmo nome. 
15 - OXUN IBU LATIE. 
Esta Oxun vive no meio do rio. Só come em cabaças e seu igbá leva 15 flechas e cinco idés 
dourados. Não possui coroa e quando é vestida enrola-se sua cabeça num ojá amarelo com um 
filá de búzios pequeninos. Seu nome indica que possui poderes ilimitados e que tem 
fundamento com Exú Elegbara. Os ararás a chamam de Kotunga. 
16 - OXUN ELEKÉ OIYN. 
Esta é uma Oxun guerreira e aguerrida. Seu igbá tem que estar sempre besuntado de mel de 
abelhas da mesma forma que, segundo a lenda, massageava seu próprio corpo com este 
material. É muito forte e carrega nas mãos um bastão com a ponta em forma de forquilha. 

17 - OXUN ITUMU. 
Esta é uma Oxun guerreira e que adora confusões. Veste-se de branco e usa calças compridas 
como os homens. Dizem ser uma temível amazona que nas águas combate montada num 
crocodilo e na terra, no lombo de um avestruz. Habita as lagoas de águas doces e pode ser 
encontrada sempre na companhia de Inle e de Azawani. Os ararás a cultuam com o nome de 
Hueyagbe
18 - OXUN TINIBÚ. 
Esta Oxun vive com Igbadu e nasce no Odu Ireteyero. É a matriarca da Sociedade das Iyalodes. 
Come cabra, cuja cabeça, depois de seca, é colocada sobre seu igbá. Conta a lenda que tem 
uma irmã chamada Miuá Ilekoxexe Ile Bomu, que é cultuada junto com ela. Esta outra Oxun 
não toma a cabeça de ninguém. 
19 - OXUN AJAJURA. 
Esta Oxun vive em lagoas, não usa coroa e é muito guerreira. Em seu igbá coloca-se um casco 
de tartaruga. 
20 - OXUN AREMU KONDIANO. 
Teria sido a primeira a se manifestar numa cabeça humana. Veste-se inteiramente de branco e 
seu fio de contas é de nácar e coral com gomos de contas verdes e amarelas (de Orunmilá). 
Trata-se de uma Oxun muito misteriosa. Tem estreita ligações com Obatalá, chegando, por 
vezes, a ser confundida com ele. Esta Oxun, segundo um itan do Odu Ogbekana, foi quem 
ajudou Orunmilá a esquartejar o elefante. Os ararás a chamam de Tefande. 

21 - OXUN IBUSENÍ. 
Esta Oxun vive nas pequenas poças d’água que se formam próximo das margens dos rios. É 
assentada em duas sopeiras. Cada uma com um otá. É conhecida como Ajuaniynu, entre os 
ararás. 
22 - OXUN IBUFONDÁ. 
Esta Oxun morreu na companhia de Inle. Está sempre em guerra e não abre mão de uma 
espada. Seu prato predileto é o inhame. Os ararás a conhecem como Zehuen. 
23 - OXUN IBU ODOKO. 
Esta Oxun é muito poderosa e nasce em Ogbekana. É agricultora e acompanha Orixaoko. 
24 - OXUN AWAYEMI. 
Esta Oxun nasce em Oyeku Meji. É inteiramente cega e vive na companhia de Azawani e 
Orunmilá. 

25 - OXUN IBU ELEDAN. 
Esta Oxun nasce no Odu Oxe Leso (Oxe Irosun). É a dona das fossas nasais Come cabrito 
capado e pequeno. 
26 - OXUN IDERE LEKUN.
Nasce no Odu Oturasá. Vive nos buracos formados nas pedras pelas ondas do mar nos locais 
de encontro do rio com o mar. Leva um atabaque de cunha chamado "koto". Não usa coroa e 
esconde o rosto que é deformado, com uma máscara de bronze. 
27 - OXUN IBU INARE 
Vive sobre o dinheiro e, na praia, sobre o caramujo aje. Esta Oxun não gosta de dar dinheiro a 
ninguém. 

28 - OXUN AGANDARÁ. 
Esta Oxun nasce no Odu Ikadi. Vive sentada numa cadeira de braços ou num trono. Seu igba 
deve estar sempre coberta com folhas secas de oxibatá e oju oro
oloje iku ike obarainan

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Evocar ou Convidar?


EVOCAÇÃO do latim Evocare ou  chamar de fora – Não é sinônimo perfeito de invocação, por mais que tenham a mesma raiz. Evocar é chamar, fazer vir a si, convocar, obrigar, fazer aparecer por cerimônias mágicas, por encantamentos - evocar almas, espíritos, sombras, energias, elementais; invocar é chamar a si ou em seu socorro um poder superior ou sobrenatural – A invocação está no pensamento, a evocação é um ato. Na invocação, o ser ao qual nos dirigimos nos ouve; na evocação, ele sai do lugar em que está para vir a nós e manifestar sua presença. A invocação não é dirigida senão aos seres que supomos bastante elevados para nos assistir. Evocam-se tanto energias inferiores como superiores. 
Não raro, vemos nos livros de magia e bruxaria a frase: evoque a deusa fulana, evoque o deus beltrano. Desde que comecei a estudar e praticar a magia e bruxaria essas "evocações" ou essa forma de falar sempre me incomodou, é como se estivéssemos de alguma maneira obrigando aquela deidade a estar ali, presente como que contra a sua vontade, partindo do princípio que os deuses são seres que possuem personalidade própria, a evocação de suas presenças é algo que me parece desrespeitoso e incorreto, além de que, se os deuses possuem vontade própria como sabemos que possuem, eles poderão negar-se a responder a sua evocação.
 Os deuses são nossos amigos, e não obrigamos nossos amigos a nada, assim sendo, não devemos evocar os deuses, e sim convida-los. Outro ponto importante é pedir favor á deuses que você mal conhece, por exemplo; antes de pedir auxílio ou um favor á alguém é preciso primeiramente estabelecer um laço de amizade e confiança mútuos, assim também funciona com os deuses, não adianta pedir algo a uma divindade que nunca trabalhamos, a qual nem nos apresentamos, que ela, na maioria dos casos não nos atenderá. A relação com os deuses é contínua, e dessa relação surgirá uma AMIZADE, não baseada em interesses ou troca de favores, mas uma amizade sincera, e assim quando você precisar de algo daquele deus ou deusa em específico, ele poderá lhe ajudar e sem dúvida escutará o seu chamado. 

Daniel Aristidez.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Mistérios Rúnicos


Muitos compreendem o uso das runas apenas como oráculo, no entanto elas não são apenas um antigo alfabeto usado pelos vikings  e/ou povos nórdicos conhecido como FUTHARK. As runas são maravilhosas ferramentas mágicas que abrem portais, capazes de evocar forças espirituais extremamente poderosas, a magia rúnica é tão vasta e antiga quanto o próprio universo, no entanto pouco difundida e acessada. Muitos acham que Odin é o pai das runas, no entanto quando Odin se sacrificou dependurando-se através de sua lança por nove dias e nove noites na Yggdrasill  a arvore do mundo, ele ofereceu um olho de seus olhos como forma de oferenda.
No entanto inevitavelmente surge as seguintes questões: Á quem Odin ofereceu seu olho em sacrifício? Na EDDA poética lemos que foi em sacrifício a si mesmo, mas eu pergunto, como eu poderia me oferecer em sacrifício a mim mesmo? Não faz sentido, outra questão é, Odin estava se sacrificando para OBTER a sabedoria das runas, ou seja as runas já existiam muito tempo antes de Odin, assim sendo, quem criou as runas?
Essas e outras questões são mistérios que apenas são revelados aos alguns iniciados nos mistérios rúnicos, o que posso adiantar é que a criação das runas assim como todo ato de criação pertence a uma mulher/deusa em especial, e o conjunto de seus segredos pertence á um grupo de mulheres ou deusas.
É importante ressaltar que as runas e o panteão nórdico também carregam traços do patriarcado, e seria hipocrisia de nossa parte pensar que esse panteão e seus mistérios não foram um pouco deturpados, minha missão como runemal é resgatar a verdadeira origem e essência das runas, como oráculo e magia.
As runas são energias vivas, pulsantes, que possuem um tipo de consciência e personalidade que muitos desacreditam e/ou nem sabem existir, e vou mais longe são padrões energéticos vibrantes ou espíritos sagrados criados com um propósito. Descobrir esse propósito é conhecer as raízes da nossa essência ancestral.
Daniel Aristidez.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

CURSOS COM O MAGO DANIEL ARISTIDEZ

CÍRCULO DI DRACO

A magia dos dragões é ainda um conhecimento fechado para a maioria das pessoas. Conheça seus dragões guardiões, venha aprender a acionar o poder do seu dragão pessoal, a fortalecer sua proteção e seu escudo pessoal.

O TEMPLO SAGRADO

Nossas casas são um reflexo de nossas almas, o feng shui é uma arte milenar que harmoniza e cura os ambientes. Torne a sua casa  um refúgio de harmonia e prosperidade, venha descobrir técnicas para atrair para o seu lar as melhores energias. Aprenda a transformar as energias da sua casa através do feng shui e a tornar o seu lar um templo sagrado. 

A MAGIA SAGRADA DOS ANJOS
OS GUARDIÕES DOS SEGREDOS DIVINOS
Ao contrário do que muitos acham, os Anjos estão presentes em todas as culturas e crenças, porém eles não pertencem a uma determinada religião como nos foi ensinado. Seres da mais pura luz, esses divinos guardiões estão aqui para nos auxiliar. Os anjos estão intimamente ligados à magia e são os mestres dos segredos do oculto, venha sintonizar com o reino dos anjos, compreender seus mistérios, aprender suas ancoragens e as sagradas evocações angélicas.

ERVAS 
USO RITUALÍSTICO & TERAPÊUTICO
As ervas são dotadas de uma poderosa força, elas são usadas desde a antigüidade para todos os fins. Aprenda a trabalhar com as ervas a seu favor, venha conhecer a vibração energética de cada erva, seu uso mágico e terapêutico, e aprender a criar as poderosas mandalas verdes.

NUMEROLOGIA DA ALMA
 
A numerologia é a base para conhecer e desvendar os mistérios da alma humana. Aprenda a analisar o mapa numerologico, conheça as influências dos números em seu dia a dia, descubra as mensagens que os números nos dão  constantemente, e saiba como desvendar os karmas de outras vidas e o ciclo das encarnações.

O DESPERTAR DA MAGIA
A Magia é uma força neutra extremamente poderosa que é capaz de gerar as mudanças necessárias e desejadas em nossas vidas. Porém é preciso saber trabalhar corretamente com essa força para que possamos atingir nossos objetivos. Despertar a magia, é redescobrir os dons adormecidos, é equilibrar nosso corpo físico e energético, é curar nossa alma e nosso espírito.
Aviso: esse não é um curso voltado á bruxaria, e sim a magia em todas as suas formas, venha descobrir!!!

A MAGIA DAS RUNAS
O CAMINHO DA INICIAÇÃO

As runas são uma poderosa ferramenta para o auto-conhecimento e evolução pessoal e espiritual. Aprender o uso oracular e mágico das runas fará com que você conheça a si mesmo e torne-se dono(a) de seu caminho, lhe auxiliará a transformar sua vida e a vida de outros, aprenda a utilizar o poder deste antigo alfabeto nórdico em seu dia a dia para atrair tudo o que deseja. 

SÃO PAULO 29 DE MAIO DE 2014.
TODOS OS DIREITOS AUTORAIS DOS CURSOS SÃO PROPRIEDADE DE DANIEL ARISTIDEZ. 























quinta-feira, 27 de março de 2014

Mude sua vibração e mude sua vida!

                   
                                                "Somos aquilo que vibramos"

O ser humano é o reflexo daquilo que vibra, precisamos estar constantemente atentos a que tipo de energia estamos emitindo, pois consequentemente atrairemos energias nas mesmas vibrações.  Passar o tempo todo reclamando ou pensando no quanto se é infeliz, no quanto as dívidas  crescem, naquele amor que nunca chega,  NÃO  irá resolver nossos problemas e sim apenas atraí-los. Precisamos nos conscientizar que funcionamos como verdadeiras antenas energéticas que emitem e recebem sinais o tempo todo, você tem se questionado sobre como anda vibrando?

Mudar a nossa vibração é nosso dever, mas mudar não é tão fácil ou simples, requer esforço e dedicação,  mas pode acreditar vale a pena. SOMOS ENERGIA E ENERGIA ATRAI ENERGIA, por isso devemos  vibrar energias positivas,  por mais difícil que seja temos que manter nossa vibração elevada, direcionando nossas energias nas soluções e não nos  problemas.  Assista filmes de comédia, cante no chuveiro, sorria sem ter motivo, seja grato apenas pelo simples fato de estar vivo, demonstre seu afeto pelas pessoas, e acima de tudo acredite em você, que você é capaz de mudar o que for necessário através de boas vibrações e assim permaneça. Muitas vezes quando estamos num processo de mudança vibracional as pessoas ao nosso redor que vibram negativamente se incomodarão, não permita que isso seja mais forte que você, afinal energias podem ser transformadas e você poderá contaminar  á todos com sua vibração, basta querer.

Um exercício simples e poderoso é visualizar uma espiral de luz lilás alaranjada circundando todo o seu corpo de cima para baixo, faça isso  ao ar livre  num dia ensolarado, repita esse exercício sempre que sentir que está deixando a vibração baixar.


Adaros!

terça-feira, 4 de março de 2014


Tenho recebido muitos e-mails de estudantes de magia com a mesma duvida; quero me aprofundar mais na magia, como posso fazer isso?

Bom, é natural que isso aconteça em uma determinada etapa do processo, parece que estamos sempre estudando o mais do mesmo. Existem alguns fatores para que isso ocorra, talvez você se perdeu em sua busca, esqueceu o propósito original que o(a) motivou a entrar nesse caminho, ou o motivo pelo qual está na magia, outra hipótese é que você pode estar literalmente estudando a mesma coisa, buscando nas mesmas fontes. 

Quando lidamos com a magia, de vez em quando é muito bom beber de outras fontes, é deveras aconselhável que tenhamos a mente aberta e sejamos conscientes de que não sabemos tudo. 

Muitos conhecimentos estão ocultados, mascarados por uma outra linguagem, quantas e quantas vezes eu estava procurando por um tema específico e caía em minhas mãos livros "aparentemente" de outros assuntos e quando os começava a ler, descobria que era exatamente aquilo que eu estava procurando. 

O primeiro passo é definir onde você deseja chegar com o seu estudo da magia, outro ponto é estar aberto as possibilidades e prestar atenção aos sinais que universo/deuses nos dá, manter o foco. E se mesmo assim estiver difícil, converse com a Deusa, exponha á ela seus problemas, suas dúvidas e peça para que ela lhe abra o caminho para que possa atingir seus objetivos, peça á grande mãe para lhe mostrar as pessoas certas que possam lhe orientar, fazer com que os livros certos caiam em suas mãos  e acima de tudo esteja atento(a) aos sinais.
Daniel Aristhides ( Adaros)
Bênçãos e luz!

sábado, 25 de janeiro de 2014

O poder oculto do Âmbar.


O Âmbar é uma resina de imenso poder, usado desde tempos imemoriais principalmente pelas sacerdotisas da Deusa. Ele não é propriamente dito um cristal, é uma resina de árvore solidificada e fossilizada, muito parecida com o AZEVICHE conhecido como Âmbar Negro. O âmbar tem uma poderosa ligação com o elemento terra, capaz de aterrar energias superiores. 
Suas propriedades são inúmeras, ele absorve o cansaço físico, mental e espiritual, promovendo a revitalização em todos os níveis. É um purificador maior, pois purifica aquilo que toca e o que está a sua volta, além de formar um inquebrável escudo psíquico/energético. Uma resina capaz de absorver a doença, negatividade, e energias densas, trasmutando-as em positivas e leves, ameniza a depressão, dissipa os medos, aumentando a confiança pessoal. Imbui muita vitalidade no corpo e no espírito, está associado com as cordas vocais, por isso potencializa o nosso poder verbal e cura problemas relacionados á garganta.


Pode ser usado por períodos prolongados sem contra indicação. O importante é adquirir um âmbar de qualidade, não é uma resina muito barata, mas certamente vale o investimento. 

By Adaros ,

Bênçãos e luz!