quinta-feira, 12 de junho de 2014

Evocar ou Convidar?


EVOCAÇÃO do latim Evocare ou  chamar de fora – Não é sinônimo perfeito de invocação, por mais que tenham a mesma raiz. Evocar é chamar, fazer vir a si, convocar, obrigar, fazer aparecer por cerimônias mágicas, por encantamentos - evocar almas, espíritos, sombras, energias, elementais; invocar é chamar a si ou em seu socorro um poder superior ou sobrenatural – A invocação está no pensamento, a evocação é um ato. Na invocação, o ser ao qual nos dirigimos nos ouve; na evocação, ele sai do lugar em que está para vir a nós e manifestar sua presença. A invocação não é dirigida senão aos seres que supomos bastante elevados para nos assistir. Evocam-se tanto energias inferiores como superiores. 
Não raro, vemos nos livros de magia e bruxaria a frase: evoque a deusa fulana, evoque o deus beltrano. Desde que comecei a estudar e praticar a magia e bruxaria essas "evocações" ou essa forma de falar sempre me incomodou, é como se estivéssemos de alguma maneira obrigando aquela deidade a estar ali, presente como que contra a sua vontade, partindo do princípio que os deuses são seres que possuem personalidade própria, a evocação de suas presenças é algo que me parece desrespeitoso e incorreto, além de que, se os deuses possuem vontade própria como sabemos que possuem, eles poderão negar-se a responder a sua evocação.
 Os deuses são nossos amigos, e não obrigamos nossos amigos a nada, assim sendo, não devemos evocar os deuses, e sim convida-los. Outro ponto importante é pedir favor á deuses que você mal conhece, por exemplo; antes de pedir auxílio ou um favor á alguém é preciso primeiramente estabelecer um laço de amizade e confiança mútuos, assim também funciona com os deuses, não adianta pedir algo a uma divindade que nunca trabalhamos, a qual nem nos apresentamos, que ela, na maioria dos casos não nos atenderá. A relação com os deuses é contínua, e dessa relação surgirá uma AMIZADE, não baseada em interesses ou troca de favores, mas uma amizade sincera, e assim quando você precisar de algo daquele deus ou deusa em específico, ele poderá lhe ajudar e sem dúvida escutará o seu chamado. 

Daniel Aristidez.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Mistérios Rúnicos


Muitos compreendem o uso das runas apenas como oráculo, no entanto elas não são apenas um antigo alfabeto usado pelos vikings  e/ou povos nórdicos conhecido como FUTHARK. As runas são maravilhosas ferramentas mágicas que abrem portais, capazes de evocar forças espirituais extremamente poderosas, a magia rúnica é tão vasta e antiga quanto o próprio universo, no entanto pouco difundida e acessada. Muitos acham que Odin é o pai das runas, no entanto quando Odin se sacrificou dependurando-se através de sua lança por nove dias e nove noites na Yggdrasill  a arvore do mundo, ele ofereceu um olho de seus olhos como forma de oferenda.
No entanto inevitavelmente surge as seguintes questões: Á quem Odin ofereceu seu olho em sacrifício? Na EDDA poética lemos que foi em sacrifício a si mesmo, mas eu pergunto, como eu poderia me oferecer em sacrifício a mim mesmo? Não faz sentido, outra questão é, Odin estava se sacrificando para OBTER a sabedoria das runas, ou seja as runas já existiam muito tempo antes de Odin, assim sendo, quem criou as runas?
Essas e outras questões são mistérios que apenas são revelados aos alguns iniciados nos mistérios rúnicos, o que posso adiantar é que a criação das runas assim como todo ato de criação pertence a uma mulher/deusa em especial, e o conjunto de seus segredos pertence á um grupo de mulheres ou deusas.
É importante ressaltar que as runas e o panteão nórdico também carregam traços do patriarcado, e seria hipocrisia de nossa parte pensar que esse panteão e seus mistérios não foram um pouco deturpados, minha missão como runemal é resgatar a verdadeira origem e essência das runas, como oráculo e magia.
As runas são energias vivas, pulsantes, que possuem um tipo de consciência e personalidade que muitos desacreditam e/ou nem sabem existir, e vou mais longe são padrões energéticos vibrantes ou espíritos sagrados criados com um propósito. Descobrir esse propósito é conhecer as raízes da nossa essência ancestral.
Daniel Aristidez.